Thursday, November 24, 2005

As noites quentes de Díli




Porque a vida por estas bandas não é só trabalhar (o que aliás já deviam suspeitar, tendo em conta os restantes posts...) e porque expatriado tropical que se preze não dispensa doses generosas de gin tónico, aqui ficam algumas imagens do início (e final...) de algumas das noites quentes de Díli. A substância em cima é o betel, levíssimo estupefaciente local que quase todos os timorenses mais velhos (incluindo as senhoras que cá trabalham em casa) mascam interminavelmente durante todo o dia. Masca-se a noz (areca) embrulhada em folha de betel, tudo misturado com coral moído para reduzir a acidez. O efeito é levemente excitante e semelhante à folha de coca: excitação análoga à causada por dois ou três cafés e redução da fome e apetite (o que será um dos motivos por que tanto mascam). Quando se exagera na "cal", como alguns de nós, a mistura quase parece soda cáustica e deixa umas aftas jeitosas. O Zé não conseguiu comer durante dois dias depois da experiência, num belo exemplo de como a droga faz mal à saúde e faz emagrecer as pessoas...!

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